O curioso é que é sempre com os
inventores do futebol. Em 1966,
a favor, valendo taça. Em 2010, contra. Terça-feira, 19
de junho, de novo a favor dos ingleses, no 1 a 0 sobre a Ucrânia, na Euro.
O certo é que se a bola com chip já
estivesse em vigor, à verdade teria goleado a mentira. Deu para enxergar o
corpo inteiro de Terry salvando além da linha. Só o árbitro, com suas humanas
limitações, não viu – assim como o auxiliar não viu também o impedimento,
segundos antes. As câmeras de TV gritaram gol.
Em pleno terceiro milênio, é bizarro
não se valer de recursos eletrônicos para minimizar o erro da arbitragem. No
próximo dia 6 de julho, em Zurique, na Suíça, a International Board pode dar um
passo histórico para acabar com tais barbaridades capitais.
Após nove meses de testes na
Inglaterra, Alemanha, Hungria e Itália, a bola com chip será votada pela
entidade de 127 anos encarregada de mexer nas regras. Quando a bola ultrapassar
a linha fatal, o árbitro receberá um sinal via rádio em seu relógio.
Antes
tarde do que nunca para romper com o atraso disfarçado de tradição reinante no
futebol.
Fonte: Artigo escrito por Diogo Oliver (Blog No Ataque)

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