terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nostalgia: o Olímpico começou a sumir

Sábado, presente ao Olímpico para comentar Grêmio e Lajeandense, surpreendi-me a lamentar que dentro de um ano, passarei pela Carlos Barbosa e José de Alencar, ruas pelas quais transito diariamente, e não verei mais o Estádio Olímpico Monumental.
Mais algum tempo e no espaço onde hoje ainda se vê o majestoso templo do futebol, se erguerá um condomínio residencial e comercial. Nunca mais erguerei os meus olhos e verei a gigantesca bandeira tricolor tremulando contra o céu azul. Nos dias de jogos, aquelas ruas que hoje se enchem de vida, pintadas de azul, preto e branco, serão calmos escoadouros de pouco ruído e escasso movimento.
Aos 59 anos de idade, o velho monumento ao futebol perdeu funcionalidade. Pensando no seu próximo desaparecimento, impõe-se o pensamento: não era possível modernizar o Olímpico ou, até, erguer outro estádio no mesmo território de tantas glórias conquistadas? Sei que seria impossível, o Olímpico ficou asfixiado pela civilização. Mesmo assim, não posso evitar a saudade que já machuca meu coração de desportista.
Fonte: Artigo escrito por Wianey Carlet

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