terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Futebol e sua dezorganização numeral

A Direção do Grêmio mudou radicalmente de idéia e definiu que jogará a temporada 2012 com número fixos, ou seja, cada jogador terá o seu.
Sinceramente, considero uma jogada muito inteligente da equipe de marketing tricolor. Este formato se tornou tradicional nas principais equipes européias e vem sendo utilizado recentemente por clubes brasileiros como Vasco, Corinthians, São Paulo e Flamengo. Obs: O Grêmio utilizou o formato (números fixos) em 2011.
O Internacional é mais um clube que pode utilizar a numeração fixa. A possibilidade se tornou mais forte, ainda, depois que foi oficializado a empresa Nike como nova fornecedora do material esportivo colorado.
Portanto, tenho minha opinião formada referente ao assunto: Se houver numeração fixa, tem que estar o nome do atleta sobre o numeral. Caso contrario, se torna uma babaquice sem pé nem cabeça. Na realidade irá parecer uma equipe totalmente desorganizada e que esta utilizando camisetas que sobraram ou coisa parecida.
Eu sou daqueles que considero que se não a o nome do atleta sobre o número, simplesmente deve-se se manter a cultura futebolística, sacramentada nas décadas de 70 e 80.
Onde os números 1 e 12 eram especificamente dos goleiros: titular e reserva, respectivamente. O lateral pela direita utiliza a 2, enquanto o esquerdo fica com o 6. Os volantes não utilizavam outros números a não ser o 5 e 8. O famoso “volantão” era o 5 enquanto o camisa 8 ganhava um pouco mais de liberdade.
            O numeral 7 era utilizado para o atleta que fazia a função de terceiro homem do meio campo, ou em alguns casos ponteiro pela direita. Já o 11 ou atuava na ponta esquerda ou como segundo atacante. A função destes numerais variava dependendo do esquema utilizado pela sua equipe.
            Os camisas 10 e 9 foram os que menos se alteraram. Camisa 9 segue atuando como referencia ofensiva da equipe, o ultimo homem de ataque enquanto o meia-armador leva sobre as costas a responsabilidade do número 10, o pensador e craque do time...
            Quando as equipes utilizavam de forma rigorosa a numeração como a de cima, facilitava para o torcedor identificar cada atleta e saber qual função o técnico de sua equipe ordenou cumprir. Era simplesmente, mais, pratico e acessível.
            No futebol atual, principalmente no Brasil, se vê meio-campistas e atacantes atuando com numerais totalmente desorganizados. Camisetas 12, e até 1, já foram utilizadas por atletas da linha, assim como goleiros utilizaram a 2 e 6. Santa ignorância, hein?
            E na dupla grenal, também, tem dessas. No Grêmio, Kleber utilizou a 30, mas o nome do atleta está sobre o número, casos de Leandro, André Lima e Miralles, também, são outros destacáveis no tricolor. 
            No colorado a situação é mais visível ainda: O lateral direito utiliza a 4 e o zagueiro reserva a 2, enquanto o amarga a 13. O terceiro homem do meio-campo é o 16 e o segundo atacante o 20, já o 7 e o 11 estão escondidos sobre a casamata. Uma desorganização total.
            Enfim, quero deixar bem claro que tudo isto é uma questão de opinião e gosto pessoal, nada mais.
            E, pra finalizar, volto afirmar: A numeração fixa é uma idéia que tem tudo para dar certo, porém, deve ser posta em prática de forma inteligente e correta, caso contrário, se tornará uma ação absolutamente bisonha e inútil - que não terá a aprovação do torcedor.
            #FicaDica!

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