quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O melhor do mundo não vale nada!

Assim como o Cristo Redentor, Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel, Lionel Messi não tem preço
            O jornal “As”, da Espanha, noticiou que o Barcelona está conversando com Messi. O objetivo é oferecer um contrato vitalício ao argentino e impedir que algum presidente do clube, no futuro, ceda a um caminhão de dinheiro de algum bilionário e venda o ídolo do Camp Nou. Na matéria consta o preço da multa rescisória de Messi: algo em torno de R$ 640 milhões, ou seis vezes o preço que o PSG pagou para tirar Lucas do São Paulo. Ou, ainda, o preço de 430 Ferrari’s 458.
            Na semana passada, aqui na redação do FOX Sports Brasil, especulávamos sobre esse valor. É muito ou pouco para Messi? Quanto valeria Pelé no mercado ensandecido da bola? E Maradona? Discussão vai, discussão vem. Um dos nossos editores resmunga dizendo que é muito dinheiro por um punhado de carne e osso. Outro tenta fazer uma conta complicada que não vale a pena reproduzir (só ele entendeu, afinal). Até que um dos nossos editores chega a uma conclusão: destes atletas, só Maradona vale alguma coisa. Pelé e Messi não valem nada, simplesmente, porque não estão à venda. É um princípio básico de economia.
            Algo só tem preço quando existe um comprador e um vendedor. Pode haver compradores para o Cristo Redentor, a Estátua da Liberdade ou a Torre Eiffel, mas estes monumentos não têm preço porque, afinal, não estão à venda, não estão no mercado. Portanto, é impossível estipular um preço para eles. O mesmo princípio se aplica à relíquia de família – no meu caso, a camisa do meu time, que herdei do meu avô. Não há dinheiro que compre aquele pedaço de tecido descolorindo com o tempo que repousa bem guardado, sozinho, recheado de afeto, carinho e simbolismo, em uma gaveta de casa. Messi, para o Barcelona, tem o mesmo peso que a Estátua da Liberdade para os EUA. E vale o mesmo que a camisa do meu avô pra mim.
            Messi só vai valer alguma coisa quando estiver à venda. Enquanto isso, a genialidade que mostra em cada gol, cada passe, cada lance, faz dele um jogador, como disse certa vez Vicente Matheus sobre Sócrates, “invendável e imprestável”. E, se é “invendável”, não tem preço, como poderia dizer o escocês Adam Smith, um dos pais da economia moderna.
Fonte: FoxSports

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