Assim como o Cristo Redentor, Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel, Lionel Messi não tem preço
O jornal “As”, da
Espanha, noticiou que o Barcelona está conversando com Messi. O objetivo é
oferecer um contrato vitalício ao argentino e impedir que algum presidente do
clube, no futuro, ceda a um caminhão de dinheiro de algum bilionário e venda o
ídolo do Camp Nou. Na matéria consta o preço da multa rescisória de Messi: algo
em torno de R$ 640 milhões, ou seis vezes o preço que o PSG pagou para tirar
Lucas do São Paulo. Ou, ainda, o preço de 430 Ferrari’s 458.
Na semana
passada, aqui na redação do FOX Sports Brasil, especulávamos sobre esse valor.
É muito ou pouco para Messi? Quanto valeria Pelé no mercado ensandecido da
bola? E Maradona? Discussão vai, discussão vem. Um dos nossos editores resmunga
dizendo que é muito dinheiro por um punhado de carne e osso. Outro tenta fazer
uma conta complicada que não vale a pena reproduzir (só ele entendeu, afinal).
Até que um dos nossos editores chega a uma conclusão: destes atletas, só
Maradona vale alguma coisa. Pelé e Messi não valem nada, simplesmente, porque
não estão à venda. É um princípio básico de economia.
Algo só tem
preço quando existe um comprador e um vendedor. Pode haver compradores para o
Cristo Redentor, a Estátua da Liberdade ou a Torre Eiffel, mas estes monumentos
não têm preço porque, afinal, não estão à venda, não estão no mercado.
Portanto, é impossível estipular um preço para eles. O mesmo princípio se
aplica à relíquia de família – no meu caso, a camisa do meu time, que herdei do
meu avô. Não há dinheiro que compre aquele pedaço de tecido descolorindo com o
tempo que repousa bem guardado, sozinho, recheado de afeto, carinho e
simbolismo, em uma gaveta de casa. Messi, para o Barcelona, tem o mesmo peso
que a Estátua da Liberdade para os EUA. E vale o mesmo que a camisa do meu avô pra
mim.
Messi só vai
valer alguma coisa quando estiver à venda. Enquanto isso, a genialidade que
mostra em cada gol, cada passe, cada lance, faz dele um jogador, como disse
certa vez Vicente Matheus sobre Sócrates, “invendável e imprestável”. E, se é
“invendável”, não tem preço, como poderia dizer o escocês Adam Smith, um dos
pais da economia moderna.
Fonte: FoxSports
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