Os africanos Mazembe
e Raja Casablanca, em 2010 e 2013, fizeram história ao eliminar sul-americanos
e chega a decisão do Mundial de Clubes, no entanto foram presas fáceis contra
os europeus. Em 2016 a competição disputada no Japão teve nova surpresa, porém
foi o anfitrião Kashima Antlers que eliminou o campeão da Libertadores
(Atlético Nacional) e fez diferentes das outras zebras: encarou de igual para
igual o poderoso Real Madrid. O Estádio de Yokohama foi palco de uma final
equilibrada, repleta de gols e que foi até uma inesperada prorrogação, no
entanto, a taça foi novamente levantada pelo representante do velho continente.
Na noite
deste domingo no Japão, manhã no Brasil, o Real Madrid entrou em campo dando indícios
que não encontraria dificuldades. Com menos de 10 minutos abrira o placar com
Benzema, mas foi só no primeiro tempo, os anfitriões soltaram-se ao ataque e
empatara, aos 44, com Shibasaki. O meio-campista japonês virou o jogo aos 7
minutos da etapa complementar, e deste modo quem passou a pressionar foram os
comandados de Zidane. Aos 14, convertendo penalidade, Cristiano Ronaldo
empatou. O jogo seguiu aberto, mas as grandes chances foram do Kashima. Na
prorrogação, Cristiano Ronaldo virou o jogo, viu Yuma quase empatar ao cabecear
na trave, porém tratou de sacramentar o título fazendo mais um “hat-trick”: 4 a
2.
Com sua
atuação decisiva, Cristiano Ronaldo juntou-se ao Pelé como os únicos que
anotaram três gols numa final de Mundial. O craque português foi eleito craque
do jogo e da competição, além de artilheiro (com 4 gols), enquanto seu
companheiro Luka Modric recebeu a Bola de Prata e o japonês Gaku Shibasaki
ficou com a Bola de Bronze.
A terceira colocação
do Mundial de Clubes 2016 ficou com o colombiano Atlético Nacional, que após um
empate em 2 a 2, venceu o América do México nas penalidades. Jeonbuk Motors
ficou em quinto, graças a uma goleada por 4 a 1 sobre o Mamelodi Sundowns. Campeão
da Oceania, o Auckland City foi eliminado pelos vice-campeões na primeira fase
e amargou a última colocação.
Com o título
conquistado em Yokohama, o Real Madrid tornou-se o maior campeão mundial,
levando em consideração os dois formatos da competição. Com 7 títulos num
total, ultrapassando o Milan. Desde que a Fifa passou organizar de maneira
oficial o certame, s merengues levantaram dois canecos (2014 e 2016), e perde
em número de taças para o rival Barcelona, que tem três (2009, 2011 e 2015). O
Corinthians é o terceiro maior vencedor, com um bicampeonato, embora conte um questionável
título de 2000 – onde foi convidado para a disputa em um torneio com caráter
experimental disputado no Brasil. Os demais clubes campeões mundiais
homologados pela Fifa são: São Paulo (2005), Internacional (2006), Milan
(2007), Manchester United (2008), Internazionale (2010), Corinthians (2012) e Bayern
de Munique (2013).
Foto:
Reuters

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