O primeiro passo para
a reconstrução do Inter após o rebaixamento para a Série B foi dado nesta
terça-feira. E começou pelo técnico. Aos 47 anos, o ex-jogador Antônio Carlos
Zago recebe a primeira chance em um dos grandes clubes do futebol brasileiro
após o bom trabalho no Juventude. E prometeu montar um "time de Série
A" para 2017, em um ano "atípico" na história do clube.
Ao lado do presidente
eleito Marcelo Medeiros, do novo vice de futebol Roberto Melo e do executivo
Jorge Macedo, Zago contou que o acerto com a nova direção foi rápido, entre
quinta e sexta-feira, e que ainda não iniciou uma análise do atual elenco. Mas
garantiu que terá um time mais "competitivo" e deixou claro que a
prioridade em 2017 é voltar à elite do futebol brasileiro.
– É um ano atípico
para a história do Internacional, mas estou feliz em fazer parte desse desafio
– declarou Zago, antes de ser questionado sobre o time que pretende montar. –
Tudo foi muito corrido, houve um contato do Inter na quinta e na sexta chegamos
a um acordo. A patir de hoje vamos falar sobre o elenco do próximo ano. O
importante é montarmos um elenco forte, competitivo, um elenco de Série A –
completou o novo treinador colorado.
O clube gaúcho também
contratou o auxiliar Galeano e o preparador físico Carlos Pacheco - os
três foram desligados do Juventude na noite deste domingo e irão capitanear o projeto para
recolocar o Colorado na Série A do Brasileirão. Zago já disputaria a Série
B com o time de Caxias do Sul, mas tinha um acerto verbal com o presidente do
Juventude que previa liberação em caso de interesse de um dos grandes clubes do
futebol brasileiro.
Na entrevista, Zago
falou sobre questões como seu modelo de jogo preferido, a possível volta de
D'Alessandro e também citou uma de suas maiores polêmicas de sua carreira como
jogador. Antes mesmo de ser questionado pelos jornalistas, lembrou o episódio
de racismo como jogador Jeovânio, do Grêmio, quando defendia o Juventude. Disse
que foi uma "mancha" em sua carreira como jogador, que já pagou pelo
erro e que agora tem uma carreira como treinador.
– Todos erram, não
fui o único que errei dentro de campo. Paguei na Justiça comum e em algumas
conversas que tive com Deus, e isso foi o mais importante. Venho trabalhar em
uma equipe que foi pioneira ao abrir as portas para as pessoas da raça negra no
Rio Grande do Sul. É uma oportunidade única de me redimir de tudo aquilo que eu
fiz e fazer com que as pessoas me conheçam melhor como sou fora de campo –
declarou o treinador.
Zago é visto pela
nova direção do Inter como um treinador de metodologia "moderna", que
sabe "ouvir" e que faz uma gestão "compartilhada", o que se
encaixa no perfil buscado pelo clube. No Juventude, conquistou o acesso para a
Série B neste ano. Também levou a equipe gaúcha para a final do Estadual, eliminando
o Grêmio na semifinal, e esteve nas quartas da Copa do Brasil, na melhor
campanha desde o título de 1999 – caiu para o Atlético-MG, nos pênaltis, após
eliminar equipes como Coritiba e São Paulo.
Fonte: GloboEsporte.com
Foto: Diego Guichard / GloboEsporte.com

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