domingo, 4 de setembro de 2016

Encerrado o 1º turno da Copa Noroeste de Futsal 2016

                E teve fim a primeira metade da fase inicial da Copa Noroeste de Futsal 2016. Os jogos de sexta-feira apontaram novos líderes em ambas as chaves, porém um cenário diferente em termos de disputa. Os clássicos marcaram a rodada da Chave A, onde no primeiro jogo Tenente Portela venceu o rival Miraguaí por 4 a 2, sendo que em seguida outra rivalidade foi colocada frente à frente e um resultado surpreendente: 9 a 1 para Três Passos, jogando em casa diante de Bom Progresso. Simultaneamente, em Nova Candelária, ocorreram os seguintes confrontos pela Chave B: Boa Vista do Buricá 3 x 1 Independência e Nova Candelária 4 x 2 São Martinho.
                Com os resultados, a Chave A, composta por equipes da Região Celeiro, passou a ter três equipes com aproveito de líder, empatadas com 9 noves pontos e separadas pelos critérios de desempate. A representação de Três Passos foi à equipe que menos sofreu gol e lidera, seguido de Bom Progresso e Tenente Portela. Miraguaí tem 3 pontos e aparece em quarto, enquanto Redentora é o lanterna, sem pontuar.
                A 6ª rodada, primeira do returno, da Copa Noroeste ocorrerá já nesta sexta-feira, 9 de setembro, com a Chave A sendo disputada em Redentora. Na ocasião, enquanto Miraguaí folga, a representação local encara Bom Progresso logo após o jogo preliminar entre Tenente Portela e Três Passos. A rodada da Chave B ocorrerá em Boa Vista do Buricá, com os jogos: Independência x São Martinho e Boa Vista do Buricá x São José do Inhacorá, sendo Nova Candelária a equipe irá folgar.

Associação Trêspassense de Lazer, Esporte e Cultura (ATLEC) 9 x 1 Bom Progresso

                O futsal é como uma mágica, porém sem truques, mas com surpresas e mistérios. Quem imaginaria que o reencontro oficial da ATLEC com seu torcedor, depois do título da Taça RBS do ano passado, fosse da forma que foi: com emoção, alegria e muitos detalhes a contar. A vitória sobre a até então única equipe 100% de aproveitamento no certame não surpreendeu, pois em clássico tudo pode acontecer, no entanto a maneira que a partida transcorreu deixou até o “resenhista” sem saber como resenhar, que seja então inspirado nas fotos de Leandro Camillio e, claro, no talento brilhante de todos que compõe a representação de Três Passos.
                “Temos que ganhar, não importa se dando show ou não, se for 1 a 0, tem que ser nosso”. As palavras de Marcos Adriano na preleção foram levadas para dentro de quadra, especialmente por ele mesmo. Voltando a defender sua terra natal, o craque se contradisse nas quatro linhas: ele estava disposto a dar show, sim. O cartão de visitas não demorou em acontecer, foi logo no segundo minuto, quando o camisa 4 fintou o marcador e chutou forte, no ângulo do goleiro Maicon. O placar desvirginou-se, a torcida deu seu primeiro grito, mal sabia que no final estaria praticamente sem voz.
                Que bom que existem palmas, portanto palmas para Parede. O goleiro se transformou em uma parede, e já peço desculpas pelo trocadilho, adiantando que não será o primeiro envolvendo goleiro trêspassense. Mesmo que o volume do jogo fosse da ATLEC, o capitão soube segurar as investidas de Bom Progresso. Os visitantes apostaram nos contraataques, mas pararam em milagres do arqueiro – especialmente em chutes de Guavirova e Nenê. Enquanto isso, do outro lado, os caseiros desperdiçaram muitas chances e deixavam o clima tenso, mas insuficiente para dispersar o foco.

O capitulo do desafogo, a justiça feita refletida em gols
                Foco, no jogo e na bola. A rivalidade foi absorvida por Bom Progresso, que tentou parar o jogo com faltas e pressionar a arbitragem, que por sua vez se mostrou segura em suas decisões. E se tradicionalmente arbitragem boa não aparece, aqui é ao contrário e o crédito é merecido, pois assim o melhor do futsal aparece, neste caso, no final do primeiro tempo, no talento de Jones. Talvez inspirado na grande atuação de seu ídolo Marcos Adriano, o camisa 7 foi outro que roubou a cena. Primeiro apenas cumprimentou passe do próprio Marcos Adriano e ampliou, mas no instante seguinte fez mais, muito mais: deu uma meia lua no goleiro, deixou outro adversário caído e empurrou pro fundo das redes. Foi o 3 a 0, foram os deuses do futebol recompensando a equipe que teve 21 finalizações em claras condições de gols, treze a mais que o rival.
                Os dois gols de Jones deram outro rumo para o segundo tempo. O técnico Moiso pediu paciência aos seus comandados no intervalo, que foi atendida em termos de ânimo, porque o faro de gol seguiu aguçado. Mudou uma letra, saiu o “e” e deu lugar ao “a”. Jonas também resolveu dar o ar da graça e num chute cruzado, contando com o desvio do adversário, venceu o goleiro para desenhar o quatrilo... que durou pouco.

Parede, um goleiro que sabe mais do que apenas defender
                Para falar do Hat-Trick de Jones poderia continuar no capitulo interior, mas seria uma injustiça ao cara que não serve somente para brilhar na defesa. Muitos insistem em dizer que o dever de goleiro é defender, eu ao analisar a atuação de Parede enfatizo que “time qualificado começa por um bom goleiro”.  Bom Progresso arriscou logo nos minutos inicias do segundo período ao utilizar mais seu camisa 1, mas o plano deu errado. Outrora, o arqueiro trêspassense certamente sofrera com o veneno que utilizou para liquidar o jogo.
                Ao fazer mais uma defesa numa descida de Bom Progresso, Parede viu a meta adversária aberta e o artilheiro Jones livre, portanto serviu o camisa 7 para ele anotar seu terceiro gol no jogo. Exatamente no lance seguinte mais uma defesa firma de Parede, mas desta a finalização foi dele: golaço, corrida para o alambrado e aplausos infinitos de reconhecimento para o capitão. Na terceira tentativa seguida de “goleiro linha” dos visitantes, outro gol com chute de longe e meta aberta, o finalizador então foi Markinhos, que comemorou da melhor maneira: abraçando Parede.

Uma atuação cada vez mais BRILHANTE
                Faltavam 11 minutos para o término do jogo, e já estava 7 a 0. Então, o personagem da etapa complementar deixou a quadra e deu lugar a Aldair Brilho. A substituição quase nem foi notada de imediato, porque as ações ofensivas continuavam sendo da ATLEC. A marcação alta intensa encurralava os rivais, que não conseguiam sair com qualidade e, desta forma, viram Paraíba se aproveitar para ampliar o placar. A partida estava controlada, parecia que nada mais aconteceria, mas o esporte novamente mostrou-se mágico.
                O placar mostrava justiça ao apresentado em quadra, mas os deuses futebolísticos voltaram a caprichar: valorizando quem trabalha com humildade e dedicação. O goleiro que entrara no lugar de Parede não apareceu tantas vezes, mas sua aparição foi BRILHANTE. Eu anunciei que vinha trocadilho, pois “Brilho, brilhou”. Faltava 4 minutos e arbitragem anotou corretamente penalidade contra a ATLEC, Nenê cobrou e o camisa 2 estufou o peito pro lado direito, defendeu a pênalti e “agarrou sua chance”. Se não bastasse, Brilho reapareceu em bela sequência de intervenções em três chutes frontais.

Futsal? Mágica? Música?
                Mesmo que mágico, o futsal também é traiçoeiro. Uma atuação de gala não poderia terminar com o tento visitante, marcado por Nenê restando dois minutos. Sendo assim, o “grand finale” teria que ser caseiro. Se futsal fosse música, Marcos Adriano foi o maestro, mas como estamos falando em magia, podemos dizer que foi ele quem tirou o “coelho da cartola”. Recebendo passe de Paraíba, o camisa 4 chutou de primeira, sem deixar a bola cair, no contrapé do goleiro que ficou paralisado.
                Após o nono gol, principalmente da maneira que ele ocorreu à única coisa que poderia acontecer era o apito final da arbitragem. Jogo finalizado, 9 a 1. Dois jogos, 18 gols e a liderança do chaveamento. Dever cumprido? Não, apenas o começo. Afinal, as palmas da torcida não valerão de nada se o cenário não se repetir.

FICHA TÉCNICA
Data: 2 de setembro
Local: Ginásio Municipal de Três Passos

ATLEC: Parede (goleiro); Marcos Adriano, Jones, Cristian e Ricardo Risada. Entraram: Aldair Brilho (goleiro), Paraíba, Markinhos, Jonas,Diego, Daniel, Juninho Rambo e Cezar. Técnico: Leandro Moiso.

Bom Progresso: Maicon (goleiro); Nenê, Guavirova, Babi e Jordan. Entraram: Juninho (goleiro), Caliu, Igor, Sagui, Emanuel, Oberdan e Jonas. Técnico: Seco.

Gols: Jones [3], Marcos Adriano [2], Jonas, Parede, Markinhos e Paraíba (ATLEC); Nenê (Bom Progresso).

Cartões amarelos: Daniel (ATLEC); Caliu, Guavirova e Jordan(Bom Progresso).

ARBITRAGEM:
Árbitros: Alexandre Vicari e Rafael Lavalhos
Anotadora: Paula da Cruz
Cronometrista: Angélica Flores

FOTOS: LEANDRO CAMILLIO / Esportes em Foco (mais fotos)
Texto: Ed Andreick Moreira Wisniewski / TF/Ass. ATLEC/Divulgação

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