E teve
fim a primeira metade da fase inicial da Copa Noroeste de Futsal 2016. Os jogos
de sexta-feira apontaram novos líderes em ambas as chaves, porém um cenário diferente
em termos de disputa. Os clássicos marcaram a rodada da Chave A, onde no
primeiro jogo Tenente Portela venceu o rival Miraguaí por 4 a 2, sendo que em
seguida outra rivalidade foi colocada frente à frente e um resultado surpreendente:
9 a 1 para Três Passos, jogando em casa diante de Bom Progresso. Simultaneamente,
em Nova Candelária, ocorreram os seguintes confrontos pela Chave B: Boa Vista
do Buricá 3 x 1 Independência e Nova Candelária 4 x 2 São Martinho.
Com os
resultados, a Chave A, composta por equipes da Região Celeiro, passou a ter três
equipes com aproveito de líder, empatadas com 9 noves pontos e separadas pelos
critérios de desempate. A representação de Três Passos foi à equipe que menos
sofreu gol e lidera, seguido de Bom Progresso e Tenente Portela. Miraguaí tem 3
pontos e aparece em quarto, enquanto Redentora é o lanterna, sem pontuar.
A 6ª
rodada, primeira do returno, da Copa Noroeste ocorrerá já nesta sexta-feira, 9
de setembro, com a Chave A sendo disputada em Redentora. Na ocasião, enquanto
Miraguaí folga, a representação local encara Bom Progresso logo após o jogo
preliminar entre Tenente Portela e Três Passos. A rodada da Chave B ocorrerá em
Boa Vista do Buricá, com os jogos: Independência x São Martinho e Boa Vista do
Buricá x São José do Inhacorá, sendo Nova Candelária a equipe irá folgar.
Associação
Trêspassense de Lazer, Esporte e Cultura (ATLEC) 9 x 1 Bom Progresso
O
futsal é como uma mágica, porém sem truques, mas com surpresas e mistérios.
Quem imaginaria que o reencontro oficial da ATLEC com seu torcedor, depois do título
da Taça RBS do ano passado, fosse da forma que foi: com emoção, alegria e
muitos detalhes a contar. A vitória sobre a até então única equipe 100% de
aproveitamento no certame não surpreendeu, pois em clássico tudo pode
acontecer, no entanto a maneira que a partida transcorreu deixou até o “resenhista”
sem saber como resenhar, que seja então inspirado nas fotos de Leandro Camillio
e, claro, no talento brilhante de todos que compõe a representação de Três
Passos.
“Temos
que ganhar, não importa se dando show ou não, se for 1 a 0, tem que ser nosso”.
As palavras de Marcos Adriano na preleção foram levadas para dentro de quadra,
especialmente por ele mesmo. Voltando a defender sua terra natal, o craque se
contradisse nas quatro linhas: ele estava disposto a dar show, sim. O cartão de
visitas não demorou em acontecer, foi logo no segundo minuto, quando o camisa 4
fintou o marcador e chutou forte, no ângulo do goleiro Maicon. O placar
desvirginou-se, a torcida deu seu primeiro grito, mal sabia que no final
estaria praticamente sem voz.
Que bom
que existem palmas, portanto palmas para Parede. O goleiro se transformou em
uma parede, e já peço desculpas pelo trocadilho, adiantando que não será o
primeiro envolvendo goleiro trêspassense. Mesmo que o volume do jogo fosse da
ATLEC, o capitão soube segurar as investidas de Bom Progresso. Os visitantes
apostaram nos contraataques, mas pararam em milagres do arqueiro –
especialmente em chutes de Guavirova e Nenê. Enquanto isso, do outro lado, os
caseiros desperdiçaram muitas chances e deixavam o clima tenso, mas insuficiente
para dispersar o foco.
O capitulo do
desafogo, a justiça feita refletida em gols
Foco,
no jogo e na bola. A rivalidade foi absorvida por Bom Progresso, que tentou
parar o jogo com faltas e pressionar a arbitragem, que por sua vez se mostrou
segura em suas decisões. E se tradicionalmente arbitragem boa não aparece, aqui
é ao contrário e o crédito é merecido, pois assim o melhor do futsal aparece,
neste caso, no final do primeiro tempo, no talento de Jones. Talvez inspirado
na grande atuação de seu ídolo Marcos Adriano, o camisa 7 foi outro que roubou
a cena. Primeiro apenas cumprimentou passe do próprio Marcos Adriano e ampliou,
mas no instante seguinte fez mais, muito mais: deu uma meia lua no goleiro,
deixou outro adversário caído e empurrou pro fundo das redes. Foi o 3 a 0,
foram os deuses do futebol recompensando a equipe que teve 21 finalizações em
claras condições de gols, treze a mais que o rival.
Os dois
gols de Jones deram outro rumo para o segundo tempo. O técnico Moiso pediu paciência
aos seus comandados no intervalo, que foi atendida em termos de ânimo, porque o
faro de gol seguiu aguçado. Mudou uma letra, saiu o “e” e deu lugar ao “a”.
Jonas também resolveu dar o ar da graça e num chute cruzado, contando com o
desvio do adversário, venceu o goleiro para desenhar o quatrilo... que durou
pouco.
Parede, um goleiro
que sabe mais do que apenas defender
Para
falar do Hat-Trick de Jones poderia continuar no capitulo interior, mas seria
uma injustiça ao cara que não serve somente para brilhar na defesa. Muitos
insistem em dizer que o dever de goleiro é defender, eu ao analisar a atuação
de Parede enfatizo que “time qualificado começa por um bom goleiro”. Bom Progresso arriscou logo nos minutos
inicias do segundo período ao utilizar mais seu camisa 1, mas o plano deu errado.
Outrora, o arqueiro trêspassense certamente sofrera com o veneno que utilizou
para liquidar o jogo.
Ao fazer
mais uma defesa numa descida de Bom Progresso, Parede viu a meta adversária
aberta e o artilheiro Jones livre, portanto serviu o camisa 7 para ele anotar
seu terceiro gol no jogo. Exatamente no lance seguinte mais uma defesa firma de
Parede, mas desta a finalização foi dele: golaço, corrida para o alambrado e
aplausos infinitos de reconhecimento para o capitão. Na terceira tentativa
seguida de “goleiro linha” dos visitantes, outro gol com chute de longe e meta
aberta, o finalizador então foi Markinhos, que comemorou da melhor maneira:
abraçando Parede.
Uma atuação cada vez
mais BRILHANTE
Faltavam
11 minutos para o término do jogo, e já estava 7 a 0. Então, o personagem da
etapa complementar deixou a quadra e deu lugar a Aldair Brilho. A substituição
quase nem foi notada de imediato, porque as ações ofensivas continuavam sendo
da ATLEC. A marcação alta intensa encurralava os rivais, que não conseguiam
sair com qualidade e, desta forma, viram Paraíba se aproveitar para ampliar o
placar. A partida estava controlada, parecia que nada mais aconteceria, mas o
esporte novamente mostrou-se mágico.
O
placar mostrava justiça ao apresentado em quadra, mas os deuses futebolísticos voltaram
a caprichar: valorizando quem trabalha com humildade e dedicação. O goleiro que
entrara no lugar de Parede não apareceu tantas vezes, mas sua aparição foi
BRILHANTE. Eu anunciei que vinha trocadilho, pois “Brilho, brilhou”. Faltava 4
minutos e arbitragem anotou corretamente penalidade contra a ATLEC, Nenê cobrou
e o camisa 2 estufou o peito pro lado direito, defendeu a pênalti e “agarrou
sua chance”. Se não bastasse, Brilho reapareceu em bela sequência de
intervenções em três chutes frontais.
Futsal? Mágica?
Música?
Mesmo
que mágico, o futsal também é traiçoeiro. Uma atuação de gala não poderia
terminar com o tento visitante, marcado por Nenê restando dois minutos. Sendo
assim, o “grand finale” teria que ser caseiro. Se futsal fosse música, Marcos
Adriano foi o maestro, mas como estamos falando em magia, podemos dizer que foi
ele quem tirou o “coelho da cartola”. Recebendo passe de Paraíba, o camisa 4
chutou de primeira, sem deixar a bola cair, no contrapé do goleiro que ficou paralisado.
Após o
nono gol, principalmente da maneira que ele ocorreu à única coisa que poderia
acontecer era o apito final da arbitragem. Jogo finalizado, 9 a 1. Dois jogos,
18 gols e a liderança do chaveamento. Dever cumprido? Não, apenas o começo.
Afinal, as palmas da torcida não valerão de nada se o cenário não se repetir.
FICHA TÉCNICA
Data: 2 de
setembro
Local: Ginásio
Municipal de Três Passos
ATLEC: Parede
(goleiro); Marcos Adriano, Jones, Cristian e Ricardo Risada. Entraram: Aldair Brilho (goleiro), Paraíba,
Markinhos, Jonas,Diego, Daniel, Juninho Rambo e Cezar. Técnico: Leandro Moiso.
Bom Progresso:
Maicon (goleiro); Nenê, Guavirova, Babi e Jordan. Entraram: Juninho (goleiro), Caliu, Igor, Sagui, Emanuel, Oberdan e
Jonas. Técnico: Seco.
Gols: Jones [3],
Marcos Adriano [2], Jonas, Parede, Markinhos e Paraíba (ATLEC); Nenê (Bom
Progresso).
Cartões amarelos: Daniel
(ATLEC); Caliu, Guavirova e Jordan(Bom Progresso).
ARBITRAGEM:
Árbitros:
Alexandre Vicari e Rafael Lavalhos
Anotadora: Paula
da Cruz
Cronometrista: Angélica
Flores
FOTOS: LEANDRO CAMILLIO / Esportes em Foco (mais fotos)
Texto: Ed Andreick Moreira
Wisniewski / TF/Ass. ATLEC/Divulgação







Nenhum comentário:
Postar um comentário