quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Wianey Carlet: Vendas garantem salários no Grêmio

               Quem não gostaria de ter um iate luxuoso aonde pudesse receber amigos para festas de sonho e singrar pelos mares do mundo sem pensar em leão da receita, black blocs e violência das ruas? É simples: basta comprar o iate e depois pagá-lo. Imaginar que possa cair do céu a sonhada embarcação recomenda imediata internação.
               Vale para estádio de futebol. O Grêmio associou-se a uma empreiteira para construir uma das melhores arenas do continente. O sócio levantou a obra, fez a sua parte, e agora restou para o Grêmio pagar a conta. Assim mesmo, simples. Se a forma de pagamento não foi bem planejada, o problema não é da OAS. Acontece que para pagar o que deve, o Grêmio compromete a parte do leão das suas receitas, mesmo que Fábio Koff tenha cortado pela metade o custo de pessoal.
               A conta é simples: o que resta da arrecadação mensal do Grêmio, não paga a folha de pagamentos. É indispensável, portanto, que o clube busque outras arrecadações e o que resta são os direitos econômicos de jogadores.
               Com as vendas de Wendell, Bressan e Ramiro, parte dos seus direitos econômicos, o Grêmio garante dinheiro para pagar os seus funcionários por mais cinco ou seis meses. Terminado este período, será necessário fazer outra(s) venda(s). É a realidade que acompanhará o Grêmio nos próximos anos.

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