Fernandão deixa o Beira-Rio com elegância
Demitido, Fernandão foi
elegante na última entrevista coletiva. Saiu em paz. Não atacou, não
questionou. Só lamentou confiar em amigos falsos e de não ter agido de forma
mais dura depois de detectar os nomes estrelados que viviam na zona de
conforto. Mas
isentou Bolívar de todos os problemas.
Mas, ao mesmo
tempo, exibiu uma mágoa muito grande, talvez do tamanho do Beira-Rio, o estádio
que nos últimos dois anos viu cinco técnicos serem demitidos - dois deles
ídolos do clube. Criticou os jornalista, especialmente os que ficam escrevendo
no ar-condicionado das redações. Aí encosta no comum, todos os técnicos atacam
os jornalistas. Alguns treinadores até entendem que os jornalistas são culpado das
derrotas e dos empates, mas nunca são lembrados nas vitórias.
Fernandão ficou
frustrado por não conseguir fazer o Inter jogar como gostaria. Não segurou o choro e caiu em lágrimas. Se recusou a falar sobre um possível boicote ao
seu trabalho pelos jogadores, nem citou nomes, buscou culpados, apontou os
jogadores que, segundo muitos, fingiam jogar sob seu comando.
Fernandão sai
de cena. Vai o técnico, fica o jogador. O ídolo tem vida longa.
Fonte: Artigo escrito por Luiz Zini Pires

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