segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Para o Inter, o ano acabou

            Para o Inter, o campeonato acabou com oito rodadas de antecedência. E não responsabilizem a fórmula pelo fracasso. A explicação está na incapacidade do clube em fazer bons diagnósticos, escolhas acertadas e ouvir e considerar críticas. Pode-se localizar na demissão injustificável de Falcão como sendo o começo da era de barbaridades que derrubou o Inter. Não melhorou com a contratação de Dorival Júnior e se completa com a transformação de Fernandão em treinador. Acrescente-se que o Inter dispensou dois preparadores físicos de seleção para ingressar em uma fase de lesões musculares como poucas vezes se viu. Finalmente, por dispensar especialíssima consideração, deixo de nomear os vice-presidentes de futebol dos últimos meses. Entre tantos equívocos, não haveria de brotar um grande acerto.
            Faz tempo se fala na necessidade de o Inter renovar parte do seu elenco, erradicando vícios que se enraizaram com o passar do tempo. Mal comparando, o vestiário colorado imita as grandes penitenciárias aonde o controle e o gerenciamento são exercidos pelos próprios presos. Só seria possível mudar o quadro com um diretor experiente e de pulso forte ou um treinador de conhecimentos, força moral e princípios superiores. Como o clube não conta com estas figuras, virou “casa da mãe Joana”. Alguns mandam, brigam e ninguém tem razão. Azar da torcida.

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