Que todos os
árbitros envolvidos no jogo entre e Palmeiras não tivesse visto o toque de mão
de Barcos, é aceitável embora improvável. Que a correção tivesse vindo do
quarto árbitro após consulta, direta ou indireta à televisão, caracterizando
uma irregularidade, também não deve causar escândalo.
Inaceitável foi
o comportamento de Barcos, dos seus companheiros, dirigentes e comissão técnica
do Palmeiras. Brigaram, reclamaram, ameaçaram e até xingaram na defesa da
desonestidade de Barcos, ou ele não teria sentido sua mão tocar na bola? Os
dirigentes do Palmeiras até poderiam tentar a anulação do jogo no STJD,
alegando erro de direito, mas não se justificou a baderna que provocaram após a
anulação do gol fraudulento de Barcos.
O futebol
brasileiro não é pior e nem melhor do que a sociedade. Quando desejamos obter
vantagem, raramente rejeitamos a ilegalidade que nos beneficia. Permita-se
espaço para as exceções. Barcos deveria convocar uma entrevista coletiva e
pedir perdão pela fraude para a qual buscou aprovação da arbitragem. O seu
comportamento após a marcação do gol foi muito pior, do ponto de vista moral,
do que a irregularidade cometida.
Fonte: Artigo escrito por Wianey Carlet

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