Em New Jersey,
onde a Seleção enfrentou a Argentina, o MetLife Stadium, o belíssimo estádio
local, colosso de R$ 3,2 bilhões, é dividido entre duas equipes do futebol
americano, o New York Jets e o New Giants. O estádio muda de cor conforme o
time que ocupa o espaço. Os EUA dão
exemplo.
Dividir
cadeiras e arquibancadas em um estádio de Porto Alegre na segunda década do
novo milênio é tarefa quase impossível. A selvageria ainda acompanha parte das
torcidas da Dupla (e de outras tantas) em seus deslocamentos.
Quando
uma torcida visita o Beira-Rio e a outro o Olímpico, você sabe, você até já viu, é tempo
de quebradeira, banheiros detonados, vidros espatifados, paredes pichadas,
cadeiras danificadas. Átila, o Huno, estaria em casa, se perfilaria ao lado das
“turmas”.
Emprestar
o Olímpico ao Inter, o que já foi feito no passado (num
tempo mais civilizado, creio), o mesmo aconteceu com o Beira-Rio,
quando o estádio do Grêmio foi interditado pela CBF, parece a coisa mais
natural do mundo. Seria, não fosse a violência das torcidas, organizadas ou não.
Porto Alegre tem dois grandes estádios.
O Beira-Rio está interditado. Sobra o Olímpico, que tem espaço para os dois
times, que nunca jogam no mesmo dia. Mas, quem tem coragem de abrir o estádio
azul para os torcedores vermelhos? Talvez fosse aberta uma nova porta para
deixar a rivalidade só no gramado verde. Talvez.
Será que ainda não somos suficientemente civilizados
para dividir, numa boa, na paz e na tranquilidade, um estádio de futebol
em Porto Alegre?
Fonte: Artigo escrito por Luiz Zini Pires – Blog Bola Dividida

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