Depois do título histórico do Chelsea, campeão da Liga dos Campeões, um velho debate tomou conta das rodas de conversas futebolísticas. Alguns, mais radicais, dizendo que o anti-futebol venceu. Eu discordo de forma veemente desta afirmação. Os “Blues” foram inteligentes e conscientes de suas limitações nas fases finais da competição. Se Di Matteo escalasse o seu time de forma ofensiva diante do Barça na semi, certamente não estaria na Allianz-Arena sonhando com a consagração. O ataque tem a sua magia, mas a beleza também está na velha e boa retranca bem armada.
Atuando em Munique, na casa do Bayern, se o Chelsea fosse para cima, com Robben e Ribéry, manhosos e talentosos nas pontas, a equipe alemã já estaria celebrando seu quinto título da Champions na metade do segundo tempo. Óbvio que o esquema fechadinho montado pela equipe inglesa não seria garantia de vitória, tanto que precisou contar com a estrela do baita centroavante Drogba e de um gênio embaixo das traves, Petr Čech. Agora, tenho certeza de que a estratégia utilizada foi a única possibilidade que o Chelsea tinha de brigar com condições de vergar os donos da casa.
E brigou, ah, se brigou. O Chelsea foi o protagonista de uma epopeia. Mesmo com um esquema defensivo bem montado, sofreu sustos, já que a equipe da Baviera, orquestrada por Schweinsteiger, possui alta qualidade técnica e jogadores muito habilidosos. Saiu atrás já no final da peleja e foi em busca do empate no primeiro e único escanteio que teve a seu favor. Brilhou a estrela de Drogba, o mesmo que cometeu o pênalti na prorrogação, que consagrou Petr Čech. Até este momento, já era uma grande final.
Mas vieram as penalidades e o Chelsea fez algo raro. Virou nas cobranças e o mesmo Drogba selou a conquista depois de Petr Čech também dar o seu show. Com ele embaixo das traves, o destino menos provável das cobranças parece ser as redes. Você acredita que o sujeito sempre vai errar. Imagine então a mente do batedor ao encarar o gigante? Já o marfinense pode ser chato, marrento e até cai cai, mas é um exímio jogador, centroavante raro no mundo. Uma chance é o suficiente. Barcelona e Bayern que o digam.
Robben perdeu o pênalti na prorrogação. E quem errou a última cobrança foi Schweinsteiger, o ótimo alemão, que foi gandula, passou pelas Categorias de Base do Bayern e depois chegou aos profissionais. Foi o erro que eu mais lamentei na final. Bastian é um baita jogador e tem toda esta relação familiar com a equipe alemã. Foi o jogador que mais sentiu o baque. Ao meu ver, não merecia carregar este peso. E isso engrandece o que foi a peleja. O futebol é um retrato da vida. Drama e consagração caminham lado a lado.
Enfim, a final foi linda demais, portanto agradeço, Obrigado, futebol.
Atuando em Munique, na casa do Bayern, se o Chelsea fosse para cima, com Robben e Ribéry, manhosos e talentosos nas pontas, a equipe alemã já estaria celebrando seu quinto título da Champions na metade do segundo tempo. Óbvio que o esquema fechadinho montado pela equipe inglesa não seria garantia de vitória, tanto que precisou contar com a estrela do baita centroavante Drogba e de um gênio embaixo das traves, Petr Čech. Agora, tenho certeza de que a estratégia utilizada foi a única possibilidade que o Chelsea tinha de brigar com condições de vergar os donos da casa.
E brigou, ah, se brigou. O Chelsea foi o protagonista de uma epopeia. Mesmo com um esquema defensivo bem montado, sofreu sustos, já que a equipe da Baviera, orquestrada por Schweinsteiger, possui alta qualidade técnica e jogadores muito habilidosos. Saiu atrás já no final da peleja e foi em busca do empate no primeiro e único escanteio que teve a seu favor. Brilhou a estrela de Drogba, o mesmo que cometeu o pênalti na prorrogação, que consagrou Petr Čech. Até este momento, já era uma grande final.
Mas vieram as penalidades e o Chelsea fez algo raro. Virou nas cobranças e o mesmo Drogba selou a conquista depois de Petr Čech também dar o seu show. Com ele embaixo das traves, o destino menos provável das cobranças parece ser as redes. Você acredita que o sujeito sempre vai errar. Imagine então a mente do batedor ao encarar o gigante? Já o marfinense pode ser chato, marrento e até cai cai, mas é um exímio jogador, centroavante raro no mundo. Uma chance é o suficiente. Barcelona e Bayern que o digam.
Robben perdeu o pênalti na prorrogação. E quem errou a última cobrança foi Schweinsteiger, o ótimo alemão, que foi gandula, passou pelas Categorias de Base do Bayern e depois chegou aos profissionais. Foi o erro que eu mais lamentei na final. Bastian é um baita jogador e tem toda esta relação familiar com a equipe alemã. Foi o jogador que mais sentiu o baque. Ao meu ver, não merecia carregar este peso. E isso engrandece o que foi a peleja. O futebol é um retrato da vida. Drama e consagração caminham lado a lado.
Enfim, a final foi linda demais, portanto agradeço, Obrigado, futebol.
Fonte: Eduardo Jenisch Barbosa – Blog Copo e Chuteira



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