segunda-feira, 7 de maio de 2012

Imbróglio judicial: Oscar e os dirigentes


É incrível como, em pleno século 21, ainda acontecem coisas inacreditáveis no esporte brasileiro.
O respeitado São Paulo FC não ganha nada já há alguns anos. Mas seus dirigentes, ao invés de se preocuparem com a nítida decadência do clube, preferem gastar seu tempo perseguindo um jovem atleta a fim de tentar prejudicar sua promissora carreira. Por dinheiro, sim, mas também por pura maldade.
Oscar tem tudo para ser titular da seleção brasileira nos Jogos de Londres, na Copa de 2014, e já disse um milhão de vezes que não quer mais saber de jogar no time paulista. Então, que defina-se um valor justo, uma multa a ser paga e ponto final, mas deixem o menino jogar bola.
O pior de tudo é que este triste episódio está longe de ser um fato isolado. Infelizmente, há uma porção de Ricardos Teixeiras, Euricos Mirandas e Juvenais Juvêncios soltos por aí, em todos os esportes.
O Brasil, prestes a receber Copa do Mundo e Olimpíadas, ainda tem os piores dirigentes esportivos do mundo. Além de maus administradores, são pessoas que entendem quase nada (mas adoram meter o bedelho) na parte técnica, e têm comportamento absolutamente anti-ético no que diz respeito à concorrência.
É gente autoritária, que não sabe perder, que nada tem a ver com a essência do esporte. São empresários fracassados, advogados de baixo nível, pessoas que entraram no ramo do esporte única e exclusivamente para tirar proveito da falta de conhecimento jurídico de atletas e técnicos, que querem apenas enriquecer, ou então fazer carreira política.
Já passou da hora do Brasil começar a exigir profissionalização dessa importante atividade que é a de dirigente esportivo. Chega de oportunistas, malandros, políticos, enfim, de pessoas incompetentes em suas áreas exercendo a função.
Fonte: Artigo escrito por Chico Costa

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