Paulistão, desta vez contra o Mogi Mirim por 2 a 0, um repórter perguntou a Luís Fabiano em que nível está sua equipe, líder do regional paulista, um dos mais fortes do pais. Resposta clara e objetiva: "Agora é que vamos saber. Mas estamos no caminho certo". Com desempenhos iguais ou um pouco abaixo, a maioria dos grandes clubes do Brasil vivem situação parecida. Têm sobrevivido bem aos Estaduais, contam com três meses de temporada, times mais ou menos alinhavados, e agora começam a ser realmente testados.
Em razão da falta de datas no apertado calendário do futebol brasileiro, a maioria das formulas de disputa dos torneios caseiros optou por sistemas de mata-mata nas fases decisivas. Isso dá um tom de emoção, de maior competitividade, mas ao mesmo tempo pode trair os desavisados. Tanto os dirigentes quanto os formadores de opinião precisam ser criteriosos nessa hora, sob pena de colocarem a perder um trabalho que começa a se estabelecer como promissor.
No sistema eliminatório por um jogo só, o time que tem mais rodagem e atletas experientes, leva uma certa vantagem. Só que isso não basta. Precisa estar em dia com a parte física. A cabeça também tem que estar boa, focada apenas no objetivo da equipe. Atenta a tudo. Às dicas que normalmente o pessoal da comissão técnica passa. Jogos equilibrados são decididos nos detalhes: Numa boa leitura tática. Naquela bola parada. Em uma jogada invertida para um contra-ataque em velocidade. Coisas que premiam o trabalho do dia a dia, que é forjado justamente para um momento assim.
Pra hora da verdade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário