domingo, 29 de abril de 2012

Time milionário, jogo pobre?

            Uma ilusão permeia boa parte do mundo do futebol. Aquela de que time milionário é certeza de conquistas. Ai a bola rola e os resultados mostram que há outros caminhos mais coerentes. Se contratar jogadores caros significasse faixa no peito, hoje o Chelsea deveria estar no topo de todas as competições do planeta, está, apenas, tentando. Seguido do Manchester City, talvez Real Madrid. Sem falar nos nossos "ricos" aqui do Brasil que todos conhecem e eu nem preciso citar. Os mesmos que todo ano enfileiram compras bombásticas e que nunca avançam nos projetos que dizem ter para o futebol do clube.
               A Premier League Inglesa é a mais rentável do momento e de lá vem alguns exemplos a serem analisados. Com investimentos modestos se comparado aos concorrentes diretos, o Manchester United segue apostando na estrutura que montou ao longo dos anos. E também na filosofia de jogo e de formação de times adotadas por Alex Ferguson. Desta maneira, toda temporada se mantém na luta por algum título. Mesmo viés do Barcelona, o sucesso do momento, apesar dos ultimos fracassos. Do Liverpool vem outra dica.
            Damien Comolli, o diretor encarregado de produzir um time de chegada, em pouco mais de um ano, gastou mais de R$ 300 milhões em compras. Como a equipe travou no modesto oitavo lugar até aqui, a direção não quis saber de tirar o treinador. Quem caiu foi Comolli.
            No Brasil as coisas andam mais devagar. Mas a cada dia que passa, são os executivos os responsáveis pela vinda dos novos jogadores. O debate com a comissão técnica se mantém, mas a decisão está cada vez mais nas mãos destas pessoas, que por sua vez ainda não têm quem avalie seus desempenhos. E isso intefere diratamente na vida dos comandantes técnicos, que ainda são o "ficha um" na hora que alguem opta pela mudança de rumos no futebol do clube.

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