quinta-feira, 19 de abril de 2012

"Semifinais da Champions League" - por Luiz Zini Pires

O Chelsea marcou até a sombra de Messi
            O gigante número 2 da Espanha, o Real Madrid, caiu terça-feira na Alemanha. O número 1, o Barcelona, foi abatido nesta quarta-feira fria e nublada em Londres.
            Os espanhóis correm atrás de Bayern, de Munique (2 a 1), e de Chelsea (1 a 0) nas semifinais da Liga dos Campeões. Perderam o primeiro round. Há outro. Nada se encerra ainda. Os visitantes chegam com a certeza que o empate é o melhor resultado do mundo.
            O jogo em Stanford Bridge foi atípico. O Barça dominou, mandou no jogo, teve o dobro de posse de bola, acertou o poste, criou, mas perdeu. Drogba, o melhor em campo, liquidou a partida.
            
            A vitória inglesa foi injusta. Só nasceu porque encontrou o Barcelona em dia de crise técnica. As jogadas ofensivas teimavam em não dar certa. Batiam na defesa adversária e voltavam. Os ataques nasciam de todos os lados, no meio. Nada do gol de empate.
            O domínio foi total, amplo, aterrorizador para o fã inglês, mas o acabamento das jogadas não deu certo. A defesa do Chelsea foi implacável, marcou até a sombra de Messi. Porém, o Barcelona tem todas as ferramentas para fazer dois ou mais gols em seu sagrado estádio.
            Sábado, exausto, o Barça espera o Real Madrid, em casa.



Bayern deixa Europa mais vermelha
            O Bayern mandou em Munique. Sai de casa, o espetacular Allianz Arena, feliz com o 2 a 1 sobre o Real Madrid. Alegre, porém desconfiado. O escore foi mínimo, a diferença pequena, o 1 a 0 dá a vaga da final aos espanhóis, dia 25, no Estádio Santiago Bernabeu.
            Foi justa a vitória, especialmente pelo segundo tempo. Os alemães fora mais intensos, procuraram o gol. José Mourinho estava contente: Fechou o time, o 1 a 1 era o paraíso. Errou, foi tímido demais.
O Madrid tem time para atacar o adversário em qualquer lugar, até mesmo em Barcelona, onde joga sábado, no Camp Nou.
Os craques Cristiano Ronaldo e Robben foram coadjuvantes num jogo vibrante, intenso, veloz, de contra-ataques, onde um mínimo espaço valia ouro. Nada de espanhol ou alemão, o francês Ribéry, com um gol, foi o nome da decisão. Jogou demais. Fez um gol e foi tudo na equipe, volante, meio-campo, atacante.
            Bayern e Madri exibiram o verdadeiro futebol europeu dos nossos dias, onde não há lugar para a indolência. Todos correm, todos buscam espaço, ninguém chama o outro para acompanhar o lateral, o volante, o meia. Um dos lances define o que foi o jogo em termos de movimentação. Ribéry fez falta em Cristiano Ronaldo num contra-ataque espanhol na intermediária do Bayern. Ninguém tem ordem de ficar parado.
            Os jogadores brasileiros cansam só de olhar a partida. Eles estão atrasados parados no tempo. Não há mais grandes jogadores brasileiros na Europa. A safra verde e amarela não é boa e esta longe de inspirar confiança ao seu torcedor.

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