Passados mais de três meses desde o início da temporada 2012 e, no geral, segue tudo igual dentro das quatro linhas. Olhando os jogos dos Estaduais do Brasil inteiro, além de Copa do Brasil e Copa Libertadores, percebe-se que ainda não há time que tenha um diferencial.
As variações táticas seguem as mesmas. Quando a coisa aperta, o 3-5-2 ainda ajuda bastante. Na hora do clássico, 4-2-3-1 e bola pra frente. Para manter a imagem, 4-4-2. Se o adversário não mete medo, pra cima dele num 4-3-3. Aqueles que no final do ano passado sonharam clonar a magia do Barcelona, já abriram mão e se voltaram para os resultados imediatos.
Outros clubes ainda estão envoltos na tarefa mínima de montar uma equipe encorpada, que alimente o sonho dos torcedores por títulos. Mas não está fácil. Achar o caminho para tanto demanda tempo. E esse ingrediente encontra-se em extinção no cenário nacional.
Quem está no comando técnico precisa equilibrar diversas situações. Já o pessoal que vive da porta do estádio pra fora, quer futebol bonito, resultados expressivos e que os jogadores preferidos da maioria jogue. É um desafio diário e desgastante. Algumas situações são até desconexas.
Tem time que vence toda semana, mas os críticos reclamam do placar. Um outro, bateu todos os times do Interior, mas empatou o clássico e pronto: caíram de pau. Nem vou falar de um caso no Rio Grande, onde o técnico finalista perdeu o emprego antes da final. Que coisa estranha.
Mas é assim que o mundo da bola vive. Como ninguém tem certeza de nada, vale sempre aquela máxima que se repete entre os inseguros: a grama do vizinho sempre vai parecer mais verde que a nossa.

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