Na hora de decidir os campeonatos regionais, uma legião de jogadores das equipes pequenas não consegue pensar apenas nos jogos. Divide as atenções do hoje com as dúvidas sobre o amanhã. Em um cálculo superficial, dá para dizer que algo em torno de 70% dos jogadores que estão em atividade nos Estaduais vai estar sem emprego antes que o mês de maio chegue. É impossível querer que alguns tenham concentração máxima para ser um entrave, enquanto equipe, aos grandes clubes.
O calendário no pais do futebol é cruel demais. De janeiro a maio, temos um mínimo de 20 campeonatos locais com média de 18 clubes participantes. No total, 360 elencos com cerca de 30 jogadores cada, dando emprego a pelo menos 10.800 atletas em suas primeiras divisões. Quando o Campeonato Brasileiro chega, o número cai drásticamente. Entre as séries A, B e C, atingimos 60 clubes, com grupos de 30 jogadores, que garantem emprego a 1.800 atletas. E os outros 9 mil, pra onde vão? Intala-se um "Deus nos acuda", um clima de desespero.
Como não são robos cibernéticos, totalmente programáveis, estes seres humanos começam a viver o drama do abandono pelo menos um mês antes de chegarem as fases decisivas das competições caseiras. O homem não consegue ter bom rendimento no trabalho quando está cercado pela incerteza. Idem com o jogador de futebol, que gosta sempre das coisas às claras.
Em meio ao clima de instabilidade psicológica, alguns deles são "jogados à arena" para enfrentar as feras dos clubes grandes. Os afortunados, donos de calendários completos, salários robustos, condições físicas invejáveis, sonhos realizáveis. Vidas fora de campo tranquilas.
É a realidade. Dura realidade para os coadjuvantes dos campeonatos estaduais.
Como não são robos cibernéticos, totalmente programáveis, estes seres humanos começam a viver o drama do abandono pelo menos um mês antes de chegarem as fases decisivas das competições caseiras. O homem não consegue ter bom rendimento no trabalho quando está cercado pela incerteza. Idem com o jogador de futebol, que gosta sempre das coisas às claras.
Em meio ao clima de instabilidade psicológica, alguns deles são "jogados à arena" para enfrentar as feras dos clubes grandes. Os afortunados, donos de calendários completos, salários robustos, condições físicas invejáveis, sonhos realizáveis. Vidas fora de campo tranquilas.
É a realidade. Dura realidade para os coadjuvantes dos campeonatos estaduais.
Fonte: Artigo escrito por Celso Juarez Roth

Nenhum comentário:
Postar um comentário