terça-feira, 24 de abril de 2012

Ferrolho londrino apaga brilho catalão

            O melhor time que já vi jogar, juntamente com o Real Madrid de 2002, se viu eliminado da maior competição do velho continente. Após perder por 1 a 0 na Inglaterra e, apenas, empatar em casa, o Barcelona deu adeus a Uefa Champions League 2011/2012.
            Os “culés” foram superiores durantes os 180 minutos, porém, superioridade e belo futebol não garantem vaga. O que vale é o resultado, não importando as circunstâncias no qual ele foi conquistado. O Chelsea sabia disso e avançou para a final do certame.
            O jogo foi fantástico. E com um jogador a menos, o Chelsea conseguiu buscar um empate inimaginável após estar perdendo por 2 a 0. Heroísmo esplêndido.
            Londrinos e Catalões travaram uma batalha onde duas escolas totalmente opostas foram colocadas frente a frente. A magia, elegância e maestria da equipe grená foram apagadas pela retranca, raça e amor a camiseta dos “blues”.
            O jogo foi atípico, ao ponto de Lionel Messi desperdiçar uma penalidade e se tornar o vilão da desclassificação. O argentino esteve abaixo de sua média, e mesmo assim foi o principal jogador de sua equipe, ao lado, de Fabregas e Daniel Alves. Não vai ser o pênalti desperdiçado que diminuirá a genialidade de Messi, mas que aquela bomba no travessão vai marcar, negativamente, a carreira grandiosa do gringo, isso é óbvio.
            O Barça está em duvida, não sabe seu futuro. O que se sabe, de fato, é que em uma partida de futebol só se joga ser-humano. E não importando qual a qualidade desse ser, um dia ele vai errar, e os craques do Barcelona erraram três vezes seguidas. São coisas do Futebol.

E o que dizer do finalista da Champions
            Jogou com o regulamento debaixo do braço, com a experiência e paciência necessária. Atuou da única maneira possível de se enfrentar de "igual para igual" o Barcelona. Em um ferrolho impecável, soube aproveitar bem os contra-ataques e matar o jogo na hora certa, sem dar poder de reação para o seu rival. Simplesmente, um exemplo de coletividade, união e disciplina tática.
            Drogba e Cole se destacaram, Lampard foi um técnico dentro de campo, enquanto Torres entrou para matar o jogo em um eficiente contra-ataque. Ramires foi encantador: Marcou, driblou, armou, finalizou e decidiu, com um golaço. Inacreditavelmente, Mano Menezes está cometendo um crime em não convocá-lo para o selecionado nacional. O camisa 7 dos "blues" estava endiabrado, capaz de  ofuscar Messi e toda sua turma. És titular da Seleção Canarinho com os olhos fechados.
            Comparado ao ex-cruzeirense, somente o guarda-metas Piter Cech. O tcheco foi implacável durante os 180 minutos. De maneira monstruosa, o magricelo, assegurou o ímpeto ofensivo adversário e confundiu a cabeça do melhor jogador do mundo ao balançar sobre a linha do gol no momento fatal do penal. Experiente, comandou de forma genial a defesa e esbanjando segurança foi disparado o craque dos 90 minutos finais. Nos 180: Ninguém foi mais completo e eficaz que Ramires.
Em um resumo final, o futebol se mostrou, novamente, apaixonante. E Cech provou que um time vencedor começa, sem sombra de duvidas, por um bom goleiro.

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