O melhor time que já vi jogar, juntamente com o Real Madrid de 2002, se viu eliminado da
maior competição do velho continente. Após perder por 1 a 0 na Inglaterra e, apenas,
empatar em casa, o Barcelona deu adeus a Uefa Champions League 2011/2012.
Os “culés”
foram superiores durantes os 180 minutos, porém, superioridade e belo futebol
não garantem vaga. O que vale é o resultado, não importando as circunstâncias
no qual ele foi conquistado. O Chelsea sabia disso e avançou para a final do
certame.
O jogo foi fantástico. E com um jogador
a menos, o Chelsea conseguiu buscar um empate inimaginável após estar perdendo
por 2 a 0.
Heroísmo esplêndido.
Londrinos e Catalões travaram uma batalha
onde duas escolas totalmente opostas foram colocadas frente a frente. A
magia, elegância e maestria da equipe grená foram apagadas pela retranca, raça e
amor a camiseta dos “blues”.
O jogo foi atípico,
ao ponto de Lionel Messi desperdiçar uma penalidade e se tornar o vilão da desclassificação.
O argentino esteve abaixo de sua média, e mesmo assim foi o principal jogador
de sua equipe, ao lado, de Fabregas e Daniel Alves. Não vai ser o pênalti
desperdiçado que diminuirá a genialidade de Messi, mas que aquela bomba no
travessão vai marcar, negativamente, a carreira grandiosa do gringo, isso é óbvio.
O Barça está em duvida, não sabe seu futuro. O que se sabe, de fato, é que em uma partida de futebol só se joga ser-humano. E não importando qual a qualidade desse ser, um dia ele vai errar, e os craques do Barcelona erraram três vezes seguidas. São coisas do Futebol.
O Barça está em duvida, não sabe seu futuro. O que se sabe, de fato, é que em uma partida de futebol só se joga ser-humano. E não importando qual a qualidade desse ser, um dia ele vai errar, e os craques do Barcelona erraram três vezes seguidas. São coisas do Futebol.
E o que dizer do finalista da Champions?
Jogou
com o regulamento debaixo do braço, com a experiência e paciência necessária. Atuou
da única maneira possível de se enfrentar de "igual para igual" o Barcelona. Em
um ferrolho impecável, soube aproveitar bem os contra-ataques e matar o jogo na
hora certa, sem dar poder de reação para o seu rival. Simplesmente, um exemplo de
coletividade, união e disciplina tática.
Drogba e
Cole se destacaram, Lampard foi um técnico dentro de campo, enquanto Torres entrou para matar o jogo em um eficiente contra-ataque. Ramires foi encantador: Marcou, driblou, armou, finalizou e
decidiu, com um golaço. Inacreditavelmente, Mano Menezes está cometendo um crime em não convocá-lo
para o selecionado nacional. O camisa 7 dos "blues" estava endiabrado, capaz de ofuscar Messi e toda sua turma. És titular da Seleção Canarinho com os olhos fechados.
Comparado ao ex-cruzeirense, somente o guarda-metas Piter Cech. O tcheco
foi implacável durante os 180 minutos. De maneira monstruosa, o magricelo,
assegurou o ímpeto ofensivo adversário e confundiu a cabeça do melhor jogador
do mundo ao balançar sobre a linha do gol no momento fatal do penal. Experiente,
comandou de forma genial a defesa e esbanjando segurança foi disparado o craque dos 90 minutos finais. Nos 180: Ninguém foi mais completo e eficaz que Ramires.
Em um resumo final, o futebol se mostrou, novamente, apaixonante. E Cech provou que um time vencedor começa, sem sombra de duvidas, por um bom
goleiro.



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