O torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Londres se aproxima e três jogadores que atuam no Brasil se destacaram bastante no primeiro trimestre. Quase majestades em seus clubes, o santista Neymar, o são-paulino Lucas e o colorado Leandro Damião - cada um na sua função - apresentam desempenhos de alta qualidade. Sei que logo vão dizer que outros jogadores também estão bem, que é cedo para este tipo de avaliação, etc, etc. Mas acho válido destacar tal situação, até como forma de percebermos que temos material humano para buscar o inédito ouro olímpico em 2012.
Neymar é hoje, sem ressalvas, o principal referencial técnico do futebol brasileiro. Atingiu este patamar depois de um processo de rápido amadurecimento. É impressionante como ele assimila as coisas com imensa velocidade. Um ano atrás, irritava aos críticos e adversários por cair demais. Também pelos malabarismos desnecessários com a bola. Agora tem sido diferente. Traça sempre a linha em direção ao gol. Mostra-se objetivo e cada vez mais definidor.
Lucas apresenta em 2012 um evolução física invejável. Quando se apresenta na intermediária ofensiva e acelera em cima dos marcadores, é difícil pará-lo. Os dribles não são tão desconcertantes, mas se impõem pela velocidade. Sem falar no chute mortal de meia distância, como aconteceu domingo contra o Ituano, na hora que o São Paulo precisava.
Damião é santo de casa. Esta aqui do nosso lado, no dia a dia. Fica mais fácil de ver o que acontece. Depois de algumas incertezas e criticas no começo da temporada, aos poucos vai retomando o ritmo e o faro de artilheiro. Seu grande mérito é a determinação e a persistência. A medida que o tempo passa, vai aprendendo a usar suas principais valências. Já está mais perto de dominar a ansiedade. Lida melhor com a pressão no momento em que a bola não entra. Vida encaminhada.
No futebol, três meses podem passar rapidamente, ou durar uma imensidão. Independentemente disso, espero que o trio de candidatos ao ouro mantenham a performance atual, que consolidem o que têm feito e voltem de Londres campeões olímpicos. Para alegria geral da nação. Do pais do futebol. Dos 150 milhões de técnicos
Fonte: Artigo escrito por Celso Juarez Roth

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