Agora de forma efetiva, começa neste final de semana o Gauchão 2012. E com pinta de Campeonato Espanhol. Não falo pela qualidade dos times, mas sim pelo formato, onde antes da competição inciar, já dá para prever, com 50% de chance de acertar, quem vai ser o campeão. Na questão da estrutura, houve melhora, com gramados aceitáveis, cotas financeiras bem elaboradas. Dentro de campo, nas equipes, a defasagem é enorme.
Quando falo sobre o que está ruim, não é para apontar culpados. Quero apenas contribuir para uma solução. O que se vê hoje são elencos montados para cinco meses de trabalho, com atletas que na maioria das vezes estavam num estágio físico abaixo do que apresenta os postulantes ao título. Depois vem a parte técnica, que se aprimora com treinamentos, situação cada vez mais rara para jogadores deste perfil, devido a migração entre clubes. Alguns chegam a atuar em três equipes diferentes em um ano só.
Fora isso, ainda surge a questão tática. Dependendo dos resultados, numa única competição chega a haver a troca de treinador três vezes. Imagine isso na cabeça de um atleta. Em menos de 90 dias, três filosofias de jogo distintas. Sabe o que acontece? O jogador põe a cabeça no piloto automático e deixa correr. Fica tudo na mão de quem está no comando da escalação. E seja o que Deus quiser.
O grade desafio nisso tudo, é formatar um calendário que proporcione disputas locais de bom nível técnico. Mas isso custa quase tanto dinheiro quanto o que se gasta no torneio principal. Então, qual será a melhor maneira de estruturar as competições regionais?
Fonte: Artigo escrito por Celso Juarez Roth

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