Em razão de estar envolvido com a final do Campeonato Socami 2011/2012 de futebol 7 não tive a oportunidade de assistir a estréia do Grêmio na competição.
Ao chegar em casa, li algumas crônica da partida e alguns artigos sobre ela. Também assisti alguns vídeos dos melhores momentos e lances da partida.
A partir da breve pesquisa realizada, cheguei a conclusão que o Grêmio, além de estar sem ritmo de jogo e o entrosamento adequado, se encontrou completamente desnorteados e confuso dentro de campo. As jogadas não fluíam e os atletas não conseguiam acertar uma tabela, uma jogada de efeito ou coisa parecida. Um Kleber muito apagado e um Douglas novamente bisonho.
Curiosamente, os meus pensamentos foram, praticamente, os mesmo pensados pelo inteligente colunista esportivo David Coimbra. Portanto, achei viável postar/divulgar o texto escrito por ele, logo após o término da derrota gremista. Confira o artigo de opinião, de David, abaixo:
O fracasso é todo de Caio Jr
A derrota do Grêmio no Olímpico, hoje, para o Lajeadense, é só uma pequena vergonha sem maiores consequências. Afinal, trata-se da estréia e blábláblá. Mas, mesmo que seja apenas o primeiro jogo, algumas questões conceituais ficaram claras, até porque elas são, exatamente, conceituais. As seguintes:
O pior de tudo da noite quente do Olímpico foi a atuação de Caio Junior. Vou dizer agora, no começo do ano: se Caio Junior teimar em jogar com dois volantes “soltos”, o Grêmio de 2012 será um fiasco.
A palavra “volante” dá idéia de algo móvel, certo, mas no futebol eficiente não deve ser assim. É preciso que alguém fique no lugar. No esquema de Caio Junior, os zagueiros se vêem a todo o momento em enfrentamento direto com os atacantes. Caio Junior desperdiça um grande volante, Fernando, tirando-o do lugar para que ele atrase o time lá na frente. Não funciona. Não vai funcionar.
Outro defeito do esquema de Caio Junior é o posicionamento dos atacantes, que jogam fora da área. Para fazer gol, um time tem que entrar na área. Caio Junior foi se socorrer do Mamute por não ter um único jogador agudo, veja só.
Mais um problema: os tais “meias abertos” são uma contradição em si. Meia tem que jogar no meio. Se for jogar na ponta, então que se bote ponta.
Nem vou falar do “centro” do time, o 10, o habilidoso, o quase craque, porque vai parecer perseguição. Não é perseguição. Como já disse, é caso de preconceito.
Para arrematar, o espírito do time é o espírito do seu camisa 10. Ou o espírito de um técnico que gosta de futebol ofensivo, que se mira no Barcelona, toda aquela conversa.
O Barcelona, o Barcelona, que mal o Barcelona está fazendo para o futebol.
Fonte: Blogger pessoal de David Coimbra


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