Não existem mais times bobos
Uma equipe que não recebe salário há cinco meses. Um time que na ultima rodada do campeonato nacional não tinha dinheiro para pagar o hotel e por isso precisou viajar no mesmo dia para o jogo, e não conseguiu chegar a tempo sendo que os juvenis tiveram que entrar em campo e honrar a camisa. Detalhe, estes juvenis já tinham jogado a preliminar e entraram em campo com apenas nove jogadores, quando o grupo principal chegou aos 25 do primeiro tempo entraram os outros dois e foram feitas mais três substituições sendo que apenas cinco profissionais jogaram, perderam de 3 a 0. Um time que recebeu da diretoria um cheque sem fundo. Estas são as credenciais atuais do Universitário do Peru, time que venceu o Vasco por 2 a 0 ontem na Copa Sul Americana.
É verdade o Vasco estava com um time misto, com poucos titulares, mas isso não apaga o brilho de uma equipe que nem sabe se terá condições de viajar ao Rio de Janeiro para o jogo de volta. Como um time qualificado como aquele, que tem bons jogadores, sob quais eu destacaria dois Rui Garcia, meia esquerda, rápido e de passe refinado, e Flores meia direita que apóia e marca muito. É primeiro meia técnico que eu vejo voltar para marcar de verdade, como pode o mais tradicional, com a maior torcida, e o que mais ganhou o campeonato peruano chegar ao este ponto administrativamente? É uma pergunta que esta batendo em minha mente desde ontem, isso é quase impossível, é como se o Flamengo perdesse todo o seu poder aquisitivo, e não tivesse mais dinheiro para nada. Seria apenas incompetência administrativa de seus diretores?
No futebol eu já ouvi muito se falar de amor a camiseta, jogador que joga pelo suor que leva para casa depois da partida, mas nunca vi ninguém como este Universitário que beijava o escudo do clube, que referenciava a torcida do clube e que garantia vitoria para entrar para a historia do clube, o mesmo clube que não paga seus salários há cinco meses, que já lhes deu cheque sem fundo, e que não paga nem hotel para as concentrações, isso é profissionalismo, isso é amor a camiseta, e jogadores como estes é que fazem a gente lembrar que futebol muito mais que um negocio é um jogo de diversão e emoções que nunca pode acabar.
Foto: AP


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