quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Futebol é Futebol e vicê e Versa" por Jonas Martins

Não existem mais times bobos
Uma equipe que não recebe salário há cinco meses. Um time que na ultima rodada do campeonato nacional não tinha dinheiro para pagar o hotel e por isso precisou viajar no mesmo dia para o jogo, e não conseguiu chegar a tempo sendo que os juvenis tiveram que entrar em campo e honrar a camisa. Detalhe, estes juvenis já tinham jogado a preliminar e entraram em campo com apenas nove jogadores, quando o grupo principal chegou aos 25 do primeiro tempo entraram os outros dois e foram feitas mais três substituições sendo que apenas cinco profissionais jogaram, perderam de 3 a 0. Um time que recebeu da diretoria um cheque sem fundo. Estas são as credenciais atuais do Universitário do Peru, time que venceu o Vasco por 2 a 0 ontem na Copa Sul Americana.
É verdade o Vasco estava com um time misto, com poucos titulares, mas isso não apaga o brilho de uma equipe que nem sabe se terá condições de viajar ao Rio de Janeiro para o jogo de volta. Como um time qualificado como aquele, que tem bons jogadores, sob quais eu destacaria dois Rui Garcia, meia esquerda, rápido e de passe refinado, e Flores meia direita que apóia e marca muito. É primeiro meia técnico que eu vejo voltar para marcar de verdade, como pode o mais tradicional, com a maior torcida, e o que mais ganhou o campeonato peruano chegar ao este ponto administrativamente? É uma pergunta que esta batendo em minha mente desde ontem, isso é quase impossível, é como se o Flamengo perdesse todo o seu poder aquisitivo, e não tivesse mais dinheiro para nada. Seria apenas incompetência administrativa de seus diretores?
No futebol eu já ouvi muito se falar de amor a camiseta, jogador que joga pelo suor que leva para casa depois da partida, mas nunca vi ninguém como este Universitário que beijava o escudo do clube, que referenciava a torcida do clube e que garantia vitoria para entrar para a historia do clube, o mesmo clube que não paga seus salários há cinco meses, que já lhes deu cheque sem fundo, e que não paga nem hotel para as concentrações, isso é profissionalismo, isso é amor a camiseta, e jogadores como estes é que fazem a gente lembrar que futebol muito mais que um negocio é um jogo de diversão e emoções que nunca pode acabar.
Foto: AP

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