Através
de sua página oficial no Facebook, a torcida organizada Geral do Grêmio
anunciou que a palavra “macaco” está suspensa de seus cânticos, por “tempo
indeterminado”. A notificação ocorreu nesta terça-feira, no entanto a
organizada fez questão de reiterar que suas canções não são racistas.
- Por
tempo indeterminado, até que seja esclarecido que cantar a palavra “macaco” no
contexto do folclore do futebol não é um ato racista, não cantaremos a mesma –
afirmou no texto.
O
movimento, como se define a torcida, foi um dos pontos centrais da polêmica que
repercutiu nacionalmente nesta semana em relação às injurias raciais contra o
goleiro Aranha, do Santos, sendo que as mesmas partiram do local onde fica a
torcida – setor arquibancada norte. O episódio, ocorrido em 28 de agosto,
resultou na exclusão do clube da Copa do Brasil, em julgamento do STJD (Saiba Mais).
No jogo
seguinte ao da partida de ida contra o alvinegro-praiano, ou seja, contra o
Bahia, pelo Brasileirão, em 31 de agosto, a Geral entoou suas canções com a
palavra “macaco”, mesmo havendo o apelo do clube e demais torcedores, que abafaram
os cantos com vaias. Depois do jogo, o presidente Fábio Koff liderou as criticas
ao movimento e no dia seguinte a direção gremista suspendeu os direitos da
Geral – como a de vincular a marca do clube e levar instrumentos e matérias que
os identifiquem. Por outro lado, desde então, o Tricolor gaúcho não atuou em
casa, por conta de tabela (não punição).

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