quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Povo que não tem virtude acaba por ser escravo"

 
É hoje, tchê. Chegou o dia, bate no peito e grita bem alto: Ah, Eu Sou Gaúcho! Coloca a pilcha, pega o teu chimarrão, monta no cavalo e representa tua terra. Não tens pilcha? Não gosta de mate? Não sabes montar no cavalo?
            Não importa tua roupa, teu gosto musical, não importa se tu é claro, branco, negro ou mulato, não importa se tu nasceu na serra, na capital ou no interior, não importa se tu é pagodeiro, fandangueiro ou rockeiro, não importa se o teu sotaque é mais forte ou mais fraco, não importa se tu nasceu no campo ou na cidade, não importa se tu não sabes dançar a música tradicional, não importa se tu é INTER ou GRÊMIO, ou CAXIAS, ou JUVENTUDE.. a única coisa que importa é o teu orgulho, é tua emoção.
            Aquela emoção que te preenche quando tu canta o Hino Rio-Grandense e canta com orgulho cada sílaba pronunciada em toda estrofe, aquele arrepio que tu sentes quando escuta o Canto Alegretense, é a força que te da a cada verso de Querencia Amada, é a alegria na roda de chimarrão. Te orgulha, tchê tu nasceu no estado do primeiro presidente brasileiro, no estado que abriga as mulheres mais bonitas, dos melhores jogadores de futebol, no estado com melhor educação do Brasil, no único estado que tem devoção pelo próprio chão, com a Revolução mais bonita da história, terra da primeira mulher presidente do Brasil, berço do Campeão de Tudo e do Imortal Tricolor.
            Sorri, guri, a mulher mais bonita do planeta é Gaúcha. Sorri, guria, tu tá no estado das mulheres mais bonitas do Brasil. Tu nasceu aqui, no estado mais hospitaleiro do país na terra das pessoas mais educadas, no chão que doou algum dos maiores artistas pra musica brasileira e o maior festival do sul do Brasil (quiçá do Brasil) é nosso, o Planeta Atlântida é nosso.
Tu nasceu aqui mesmo, onde o pão francês é cacetinho, a carteira é classe, o bolo de chocolate é nega-maluca, o brigadeiro é negrinho e o beijinho é branquinho, onde o frio é de renguear cusco, o menino é guri e a menina é guria, o teu pequeno aqui vira piá, tua guria a prenda e a tua mulher a china véia. Só aqui onde a paquera vira trova e a festa vira baile. A capital do mundo é nossa! É esse chão que abriga histórias de guerra, de morte, de vida, de salvação, de elogios. Ergue esse punho e grita bem alto que o teu estado é o único que tem orgulho do próprio chão, que honra uma bandeira e um hino.
            Retruca, não é patriotismo, é orgulho pelo pago, pela roupa que tu vestes, pelo que tu danças, pela forma qual tu falas. Oh tchê, FELIZ DIA DO GAÚCHO!
 Texto: Andreza Bittencourt

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