A confirmação de que Ricardo
Teixeira e João Havelange receberam propina da empresa ISL (Saiba Mais) é mais uma evidência da quantidade
de esqueletos existentes no armário da Fifa de Joseph Blatter. Situação que dificilmente
vai mudar tão cedo.
Tocando o maior negócio do esporte no
mundo, o presidente da Fifa anunciou transparência no ano passado, quando as
denúncias de propina na eleição que o manteve no posto mancharam a imagem da
entidade. Mas as mudanças anunciadas até agora não autorizam ninguém a
acreditar nisso.
Um comitê foi instalado para
reformular as questões éticas, especialmente as ligadas à escolha dos países
que receberão Copas do Mundo. A principal mudança era óbvia: levar a escolha a
um fórum mais amplo do que as duas dezenas de integrantes do Comitê Executivo
--- que era integrado por Ricardo Teixeira ---, no caso, o Congresso da Fifa,
que reúne os 208 filhados.
Mais, não se fez. Blatter proibiu que
se investigasse as contas dos últimos anos e se fosse mais a fundo em denúncias
de corrupção mais recentes. E a disposição em divulgar as propinas aos
dirigentes brasileiros serviu mais para fritar um possível concorrente à
presidência da Fifa em 2015, Ricardo Teixeira, que traiu Blatter ao se aliar ao
catariano Bin Hamman na eleição do ano passado.
Na próxima terça-feira, a Fifa vai
anunciar o novo Código de Ética da entidade, assim como apontar o presidente do
Comitê de Ética e de seus membros. Esses, só poderão atuar daqui para frente:
como gostam de fazer os políticos resistentes a assumir responsabilidades por
problemas atuais, a Fifa não viu sentido em olhar para trás.
Fonte: Nossa Copa
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