quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nada mudará tão cedo na Fifa

A confirmação de que Ricardo Teixeira e João Havelange receberam propina da empresa ISL (Saiba Mais) é mais uma evidência da quantidade de esqueletos existentes no armário da Fifa de Joseph Blatter. Situação que dificilmente vai mudar tão cedo.
Tocando o maior negócio do esporte no mundo, o presidente da Fifa anunciou transparência no ano passado, quando as denúncias de propina na eleição que o manteve no posto mancharam a imagem da entidade. Mas as mudanças anunciadas até agora não autorizam ninguém a acreditar nisso.
Um comitê foi instalado para reformular as questões éticas, especialmente as ligadas à escolha dos países que receberão Copas do Mundo. A principal mudança era óbvia: levar a escolha a um fórum mais amplo do que as duas dezenas de integrantes do Comitê Executivo --- que era integrado por Ricardo Teixeira ---, no caso, o Congresso da Fifa, que reúne os 208 filhados.
Mais, não se fez. Blatter proibiu que se investigasse as contas dos últimos anos e se fosse mais a fundo em denúncias de corrupção mais recentes. E a disposição em divulgar as propinas aos dirigentes brasileiros serviu mais para fritar um possível concorrente à presidência da Fifa em 2015, Ricardo Teixeira, que traiu Blatter ao se aliar ao catariano Bin Hamman na eleição do ano passado.
Na próxima terça-feira, a Fifa vai anunciar o novo Código de Ética da entidade, assim como apontar o presidente do Comitê de Ética e de seus membros. Esses, só poderão atuar daqui para frente: como gostam de fazer os políticos resistentes a assumir responsabilidades por problemas atuais, a Fifa não viu sentido em olhar para trás.
Fonte: Nossa Copa

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