terça-feira, 1 de maio de 2012

Resultado bom é vencer

Até 19 de maio, dia em que saberemos quem será campeão da Champions League, os debates sobre as semifinais serão acalorados e incessantes. Ouviremos muito: foi injusto o Barcelona cair diante do Chelsea; o milionário Real Madri merecia melhor sorte contra o Bayern de Munique. Todo mundo terá uma opinião sobre os lances capitais dos jogos. Muitos vão lançar críticas sobre os estelares Messi e Cristiano Ronaldo, que desperdiçaram pênaltis comprometedores.
            Também vai sobrar para os treinadores (como já sobrou), donos de diversas opções de reposições no banco de reservas e que nem assim conseguiram reverter a desvantagem. Tudo isso faz parte do futebol moderno. Nele, só existe um resultado possível: vencer. Melhor é aquele que ganha, mesmo que jogue menos que o adversário. Que ataque pouco e defenda muito. Quem ganha é protagonista da história. Os derrotados se transformam em meros cuadjuvantes.
            Na minha concepção, esta reta final de Champions League ainda está devendo. Pelo menos taticamente, porque em termos de organização os europeus seguem dando show. Fazendo festas lindas nos jogos decisivos de seu principal torneio de clubes. Dentro de campo faltou alguma coisa.
            Talvez pelo fato de ter no Barcelona um time a ser batido de qualquer maneira, acabou brotando um anti-futebol no Chelsea. Os ingleses usaram a tática da neutralização. Não tentaram superar os espanhois com um jogo próprio. Foram eficientes e chegaram à final. No confronto entre Real Madri e Bayern a qualidade técnica foi menor, mas a competitividade pulsou mais. Pena que a vaga do segundo finalista foi definida em cima de erros individuais. Nas cobranças de penalidades. Qualquer um que passasse estaria de bom tamanho, mas me pareceu que o Real sentiu a pressão e a ansiedade de conquistar um lugar que desde o começo da competição estava reservado ao seu maior rival, o Barça.
Fonte: Artigo escrito por Celso Juarez Roth

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